Eu e minhas verdades...
segunda-feira, 12 de março de 2012
Vou encontrá-la amanhã. Ela, que fez parte dos anos mais lindo das minha vida. Que foi a melhor amiga, a confidente, a comparsa e a irmã que eu não tive. Hoje, depois de tudo que houve, depois de toda mágoa que restou, parece que nem conhecidas somos. Há um abismo que talvez seja intransponível pra ela. E que eu tb pensava ser pra mim. Mas a lembrança DIÁRIA, mesmo com mais de um ano sem nos ver, teima em querer construir uma ponte entre os dois lados desse vinco. E isso que me preocupa: será que o encontro amanhã não vai destruir de vez essa ponte?Ou será que vai ser mais um tijolo na sua construção? Tô procurando não criar expectativas, mesmo que eu inteira seja expectativas...
quinta-feira, 8 de março de 2012
E para o Dia Internacional das Mulheres (apesar d'eu estar longe de ser uma feminista...)
Todas as Mulheres Do Mundo (Rita Lee)
Diga que me odeia
Mas diga que não vive sem mim
Eu sou uma praga
Maria sem-vergonha do seu jardim
Mães assassinas
Filhas de Maria
Polícias femininas, nazis judias
Gatas, gatunas
Quengas no cio
Esposas drogadas, tadinhas, mal pagas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Garotas de Ipanema
Minas de Minas
Louras, morenas, messalinas
Santas sinistras
Ministras malvadas
Imeldas, Evitas
Beneditas estupradas
Toda mulher quer ser...
Paquitas de paquete
Xuxas em crise
Macacas de auditório
Velhas atrizes
Patroas babacas
Empregadas mandonas
Madonnas na cama
Dianas corneadas
Toda mulher quer ser...
Socialites
Plebéias
Rainhas decadentes
Manecas alcéias
Enfermeiras doentes
Madrastas malditas, super-homens zapatas
Irmãs La Dulce beaidétificadas
Todas as Mulheres Do Mundo (Rita Lee)
Diga que me odeia
Mas diga que não vive sem mim
Eu sou uma praga
Maria sem-vergonha do seu jardim
Mães assassinas
Filhas de Maria
Polícias femininas, nazis judias
Gatas, gatunas
Quengas no cio
Esposas drogadas, tadinhas, mal pagas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Garotas de Ipanema
Minas de Minas
Louras, morenas, messalinas
Santas sinistras
Ministras malvadas
Imeldas, Evitas
Beneditas estupradas
Toda mulher quer ser...
Paquitas de paquete
Xuxas em crise
Macacas de auditório
Velhas atrizes
Patroas babacas
Empregadas mandonas
Madonnas na cama
Dianas corneadas
Toda mulher quer ser...
Socialites
Plebéias
Rainhas decadentes
Manecas alcéias
Enfermeiras doentes
Madrastas malditas, super-homens zapatas
Irmãs La Dulce beaidétificadas
Ontem eu tava indo de carro visitar uns cachorrinhos que resgatei das ruas e internei numa clínica, quando parada num sinal vi uma senhora bem velhinha, com aquela carinha de vovó, camisolinha de vovó e sorrisinho de vovó, andando no seu passinho de vovó, embaixo do sol quente, de mãos dadas com uma menininha de uns 12 anos, com cara de neta, neta modernete e indignada, neta que tava contando algo que fazia a senhorinha só balançar a cabeça e sorrir. Aí, teve uma hora que a menina olhou pra ela como se tivesse acabado de fazer um questionamento e esperasse uma resposta, no que a senhorinha só fez dar um beijinho na cabeça da menina e continuou no seu passinho curto e sorrisinho plácido. Nisso, depois da surpresa inicial, a menina continuou acompanhando a vó, e seu rosto tb era daquela calma da senhora mais velha, tinha perdido a revolta pueril.
Olha, eu tenho respeito por quem não acredita em Deus ou não acredita em nada, por que até não acreditar em nada é uma forma de fé, na minha opinião. Fé, pra mim, não é estar numa igreja e louvar a plenos pulmões o nome do senhor, (como, diria uma pessoa de quem eu gosto muito, ele fosse surdo). Não é deixar de usar roupa tal, cortar o cabelo, decorar a bíblia e dar dízimo seja lá pra que for. Não é jenjuar, meditar horas e autoflagelar-se em busca de purificação. Não é nada disso por definição, mas é tudo isso tb. Fé, pra mim, é tudo aquilo que te faz bem, te faz forte, te faz querer ser um ser humano melhor, piedoso, justo e sensível a dor alheia. Se dar dinheiro por pastor te faz feliz, te aproxima da fé e do crescimento pessoal, quem sou eu, me diga, pra julgar? Merece julgamento aquele que se aproveita dessa fé, não quem a exerce. Se gritar aos quatro cantos e tentar convencer todos que tua visão é a visão correta de Deus te faz bem, que direito eu tenho de te apontar o dedo? Me resta, apenas, esperar que vc respeite o fato de que não é assim que eu exerço minha fé. Se vc baseia sua fé numa imagem de castigo para os ruins e recompensa para os bons, pq eu que vou apontar o dedo? Não. Não julgo mesmo. Se acreditar em nada te faz se sentir alguém melhor e mais forte, só posso dar os parabéns por vc ter encontrado sua fé.
Mas eu acredito em Deus. E tenho um amor indescritível por Nossa Senhora. E creio e me apego com vários santos da Igreja Católica, apesar de não ser católica. E acredito na vida após à morte e na comunicação desse mundo com o mundo espiritual. Naquela senhorinha eu vi a presença de Deus como eu gosto de imaginá-lo e crê-lo. Eu vi a força da vida que começa com o viço e impaciência da neta e acaba nas rugas, no corpo curvado, no passo lento, no sorriso cansado e na sabedoria de uma vida inteira de experiência da vó. Naquele beijo que acalmou a neta, tava um beijo de Deus. Pra mim, cada ano, cada experiência, cada vitória e derrota, é mais um pouquinho de Deus dentro da gente. Quando eu vi a cena de ontem, me emocionei e rezei pro Deus que me faz bem. Você, se vier a me ler, pode achar uma baboseira. Mas naquele momento eu fui tão feliz! E é isso que conta: a felicidade ordinária, em atos corriqueiros. Pq uma vida feita só de grandes e pontuais felicidades não deve ser fácil. Eu me contendo com a felicidade do que é simples, do que me é cotidiano.
Olha, eu tenho respeito por quem não acredita em Deus ou não acredita em nada, por que até não acreditar em nada é uma forma de fé, na minha opinião. Fé, pra mim, não é estar numa igreja e louvar a plenos pulmões o nome do senhor, (como, diria uma pessoa de quem eu gosto muito, ele fosse surdo). Não é deixar de usar roupa tal, cortar o cabelo, decorar a bíblia e dar dízimo seja lá pra que for. Não é jenjuar, meditar horas e autoflagelar-se em busca de purificação. Não é nada disso por definição, mas é tudo isso tb. Fé, pra mim, é tudo aquilo que te faz bem, te faz forte, te faz querer ser um ser humano melhor, piedoso, justo e sensível a dor alheia. Se dar dinheiro por pastor te faz feliz, te aproxima da fé e do crescimento pessoal, quem sou eu, me diga, pra julgar? Merece julgamento aquele que se aproveita dessa fé, não quem a exerce. Se gritar aos quatro cantos e tentar convencer todos que tua visão é a visão correta de Deus te faz bem, que direito eu tenho de te apontar o dedo? Me resta, apenas, esperar que vc respeite o fato de que não é assim que eu exerço minha fé. Se vc baseia sua fé numa imagem de castigo para os ruins e recompensa para os bons, pq eu que vou apontar o dedo? Não. Não julgo mesmo. Se acreditar em nada te faz se sentir alguém melhor e mais forte, só posso dar os parabéns por vc ter encontrado sua fé.
Mas eu acredito em Deus. E tenho um amor indescritível por Nossa Senhora. E creio e me apego com vários santos da Igreja Católica, apesar de não ser católica. E acredito na vida após à morte e na comunicação desse mundo com o mundo espiritual. Naquela senhorinha eu vi a presença de Deus como eu gosto de imaginá-lo e crê-lo. Eu vi a força da vida que começa com o viço e impaciência da neta e acaba nas rugas, no corpo curvado, no passo lento, no sorriso cansado e na sabedoria de uma vida inteira de experiência da vó. Naquele beijo que acalmou a neta, tava um beijo de Deus. Pra mim, cada ano, cada experiência, cada vitória e derrota, é mais um pouquinho de Deus dentro da gente. Quando eu vi a cena de ontem, me emocionei e rezei pro Deus que me faz bem. Você, se vier a me ler, pode achar uma baboseira. Mas naquele momento eu fui tão feliz! E é isso que conta: a felicidade ordinária, em atos corriqueiros. Pq uma vida feita só de grandes e pontuais felicidades não deve ser fácil. Eu me contendo com a felicidade do que é simples, do que me é cotidiano.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Recebi uma mensagem....Mas não sei se retorno a ligação.
É um misto de aflição, de mágoa, de euforia e medo. E se for mais alguma notícia de última mão de quem, hoje, não me dá NENHUMA margem pra dúvidas quanto à sua amizade, amor e companheirismo comigo, sejam quais forem os erros do seu passado? E se for só alguma notícia corriqueira sobre algum fiapo que ainda restou daquele passado que compartilhamos como irmãs e, não, algo grandioso e cehio de mudanças? E se for um recomeço? Ou melhor, um novo começo, já que o que foi, definitivamente, se perdeu, não significando, porém, que algo novo não possa surgir? E se for bom? E se for ruim? E se for doer? E se for me fazer chorar de alegria e tirar uma dessas pedrinhas que pesam meu coração?
Sinceramente? Ainda não sei o que fazer.... E depois do eclipse que aconteceu na minha vida naquele setembro de 2009, pouquíssimas vezes me vi assim ultimamente. Perdi a minha racionalidade, pragmatismo e poder de decisão, presentes que a dor me deixou. Voltei a ser aquela menina insegura, assuatada, indecisa e carente com essa mensagem. Não sei mesmo o que fazer...
É um misto de aflição, de mágoa, de euforia e medo. E se for mais alguma notícia de última mão de quem, hoje, não me dá NENHUMA margem pra dúvidas quanto à sua amizade, amor e companheirismo comigo, sejam quais forem os erros do seu passado? E se for só alguma notícia corriqueira sobre algum fiapo que ainda restou daquele passado que compartilhamos como irmãs e, não, algo grandioso e cehio de mudanças? E se for um recomeço? Ou melhor, um novo começo, já que o que foi, definitivamente, se perdeu, não significando, porém, que algo novo não possa surgir? E se for bom? E se for ruim? E se for doer? E se for me fazer chorar de alegria e tirar uma dessas pedrinhas que pesam meu coração?
Sinceramente? Ainda não sei o que fazer.... E depois do eclipse que aconteceu na minha vida naquele setembro de 2009, pouquíssimas vezes me vi assim ultimamente. Perdi a minha racionalidade, pragmatismo e poder de decisão, presentes que a dor me deixou. Voltei a ser aquela menina insegura, assuatada, indecisa e carente com essa mensagem. Não sei mesmo o que fazer...
"Tem dias que a saudade dele dói mais. Dói uma dor - como diria Clarice - excrucitante. Aí, neses dias, o que resta é fazer uma oração baixinho, derramar algumas lágrimas escondida - para que os meus não acabem ficando mais tristes tb - e ocupar a cabeça com dez mil coisa por segundo, pra não estancar na dor e continuar caminhando. Encontrei na mente ocupada uma força motriz aliada. No fim do dia, o cansaço mental compensa a rasteira que se dá na saudade." (No meu FB)
Bem, minha história com blogs está mais para um filme triste do que para uma história de amor.
O único que não foi criado cheio de expectativas e abandonado antes da terceira postagem foi um que criei com um grupo de amigas da faculdade e que deveria permanecer no anonimato. Mas, infelizmente, não fomos tão discretas como acraditavamos que seríamos e a história acabou num bafo do caralho. Gossip Girls de quinta!
Lá se vão quase dez anos. Depois disso ainda pensei em criar outros vários, mas minha total inabilidade pra ecrever ou meu temperamento mais geminiano que o próprio signo de gêmeos, acabaram me dissuadindo da idéia.
O problema é que hoje eu tô me sentindo só e tô com uma saudade que tá apertando meu coração até ele ficar do tamanho de uma ervilha, então resolvi criar um blog pra conversar comigo e pra tentar por em ordem alguns questionamentos que vez por outra passeiam por mim.
Vai durar? Sei não...nem tô preocupada. Agora, nesse instante, só quero ocupar minha mente pra vê se para de doer. O que vem depois, que o depois traga.
Então, para começar, que eu seja bem-vinda a mim. E se por acaso alguém por aqui passar, seja feliz, gostando ou não do que sou.
O único que não foi criado cheio de expectativas e abandonado antes da terceira postagem foi um que criei com um grupo de amigas da faculdade e que deveria permanecer no anonimato. Mas, infelizmente, não fomos tão discretas como acraditavamos que seríamos e a história acabou num bafo do caralho. Gossip Girls de quinta!
Lá se vão quase dez anos. Depois disso ainda pensei em criar outros vários, mas minha total inabilidade pra ecrever ou meu temperamento mais geminiano que o próprio signo de gêmeos, acabaram me dissuadindo da idéia.
O problema é que hoje eu tô me sentindo só e tô com uma saudade que tá apertando meu coração até ele ficar do tamanho de uma ervilha, então resolvi criar um blog pra conversar comigo e pra tentar por em ordem alguns questionamentos que vez por outra passeiam por mim.
Vai durar? Sei não...nem tô preocupada. Agora, nesse instante, só quero ocupar minha mente pra vê se para de doer. O que vem depois, que o depois traga.
Então, para começar, que eu seja bem-vinda a mim. E se por acaso alguém por aqui passar, seja feliz, gostando ou não do que sou.
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